quinta-feira, 2 de outubro de 2014

15th Anniversary of The Temple Of The Lost Voices


























15th Anniversary of "The Temple Of The Lost Voices", bom na verdade no
proximo ano realmente faz 15 anos que criei este CD uma historia em quadrinhos
que virou o primeiro trabalho da John Armless Project seu lançamento obviamente
foi um ano depois, mas já fazíamos um grande barulho com suas musicas antes de
seu lançamento. Aos Dez anos tentei fazer uma regravação do disco mas por uma
serie de problemas não obtive o resultado esperado, e com algumas desavenças com
componentes originais não conclui o projeto, ouve alguns registros mas sem nenhuma
importância. Sei que muita gente quer saber mais desta história, então vou postar aqui
um pouco mais sobre O Templo das vozes perdidas.

Registro 2000-12-08
Sabe que nunca vou conseguir definir se este foi o dia que comecei ou que 
terminei? O tempo por aqui não passa como na dimensão da qual vim. Aqui 
não há passado, presente ou futuro. As coisas podem estar acontecendo agora ou 
simplesmente sendo uma repetição do que aconteceu...Acho que estou sendo 
precipitado. Para início de conversa, como bom cavalheiro devo me apresentar: 
meu nome é Marcel. O sobrenome não vai interessar, pois desde que vim parar 
aqui poucos encontrei que pudessem se comparados a mim. O ser humano 
é caçado aqui como alimento e proteção. Dizem os raptors, uma série de lagartos 
humanoides (os mais bonzinhos que já encontrei por aqui, apesar de serem 
predadores cruéis quando querem) que os “macacos que andam” 
(somos nós, surpresa, surpresa!) são excelente fonte de carboidratos e outras coisas. 
Às vezes, quando estou sozinho entalhando este diário, o cheiro de gordura humana 
queimada nas fogueiras é tanta que vomito sem parar. Nesta estranha dimensão 
(que chamo, por falta de nome), do Phoebos, pois parece ser sempre dia por aqui, 
mesmo quando está um pouco mais escuro) as coisas são bem diferentes. 
Lembro-me apenas de estar na estrada 40 a caminho da boa a velha Los Angeles, 
quando algo parecido com um buraco negro (se é que posso chamá-lo assim) 
apareceu do nada. Para um executivo com tudo à disposição como eu, de celulares 
a guarda-costas, foi uma grande queda. “Caímos”, como diria certo livro e, de 
alguma maneira, sabia que nunca mais veria o “paraíso”.
Mesmo em minha dimensão, dizem as línguas das velhas e das contadoras de 
histórias que, quem encontra algo assim pelo caminho, se torna marcado pelo 
resto da vida. E assim foi comigo: perdi amigos, família, confiança, vontade de 
viver e por aí vai. As inevitáveis crises de existência e tentativas de suicídio 
se seguiram. Cada vez que encontrava um desses buracos sentia uma vontade 
irresistível de me atirar por ele e, uma vez do outro lado, começar a procurar 
algo mais aproveitável para fazer com minha vida.Num dia, após mais um dia de 
“caçadas” inúteis ao produto que mexe com nossas vidas, atividades remuneradas, 
passei de novo pela mesma estrada 40. Mas estava a pé. De repente, sem mais 
nem menos, o buraco surgiu na minha frente. Hipnotizado como um rato na 
frente de uma cobra, tomei coragem e me joguei por ele. A primeira coisa que 
notei foi ter chegado a um lugar que parecia mais o deserto do Novo México. 
Três sóis queimavam a terra sem piedade. Ao longe várias ruínas de uma cidade 
que parecia ter características romanas. Ao me aproximar, verifiquei se tratar de um 
antigo coliseu, que já havia visto dias melhores. Uma estranha criatura, parecendo 
um leão com cauda de escorpião, se aproximou. Seus modos eram ágeis mas seu 
olhar parecia ser o de um ancião. Seu nome era Modeinos. Ele me levou a um lugar 
coberto e cuidou das feridas de meus joelhos. Logo me contou tudo que 
precisava saber sobre Phoebos. A terra inteira era uma interminável briga 
de território entre espécies. Coberto apenas por um manto, pois tive que jogar 
fora todas as minhas outras roupas para não chamar a atenção, tive de ir até a 
tribo das Maikanás, salamandras sábias, onde diziam haver uma pítia cega que 
poderia dizer como fazer para sair de lá. Porém esses iluminados parecem saber 
mesmo o que falar: mas suas órbitas cegas assumiram minha direção, minha pele 
se estremeceu de alto a baixo. “O que você busca”, disse a pítia, com uma voz 
de quem já havia “visto” muito “só poderá ser encontrado no canto mais profundo 
do "Templo das Vozes Perdidas”. Sergio Pereira
Mais adiante relatarei mais sobre os 15 anos deste disco, esperem novidades
por que tem muitas coisas por vir.José Alberto

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